Entradas

Esse é um jogo escrito de trás para frente, de um lado para o outro, em zigue zague. E o leitor, como um jogador, pode escolher que caminho tomar nesse labirinto, ou bosque de caminhos que se bifurcam. Nos corredores laterais nossos convidados especiais comentam a partida.
Todos podem escrever, citar e indicar novos caminhos, nessa caixa de surpresas móvel e mutante. Envie suas sugestões através dos comentários abaixo de cada post. Siga os coelhos brancos.
Mostrando postagens com marcador Arte moderna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte moderna. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Arte móvel


A pintura de Arcimboldo é móvel:
ela dita ao leitor, pelo seu próprio projeto, a obrigação de se aproximar ou de se afastar, assegurando-lhe que nesse movimento não perderá nenhum sentido e que ficará sempre numa relação viva com a imagem. (Barthes, O óbvio e o obtuso, 143)

Bernard Prass

Arcimboldo passa virtualmente de uma pintura newtoniana, fundamentada na fixidez dos objetos representados, para uma arte einsteiniana, segundo a qual o deslocamento do observador faz parte do estatuto da obra. (Barthes, O óbvio e o obtuso, 144)


Por outro lado, sua técnica e exigência da atenção, parecem anunciar pela profusão de colagens, formas, traços, texturas, objetos e signos um novo tipo de leitor - o leitor “fragmentado, movente”, segundo Santaella. Não importa, ensimesmados, os leitores desconfiam, juntam fragmentos aqui e ali para comporem e incorporarem a imagem múltipla, fugidia, um universo que se confunde e se mescla com o real e com a imaginação. (Araújo, O bibliotecário, 2008)